domingo, 4 de agosto de 2019

Encontro as escuras...

Sinto meu coração arder por ti. 

Tanto que me dói o ar que respiro e tão forte é meu ímpeto que brando se faz o meu amor. 

Na calada da noite, recebo-te em meu leito como um gato sorrateiro que vem me incendiar de paixão. 

Iluminas a escuridão com teu brilho latente do fogo dos amantes fazendo-me explodir no gozo da plenitude do amor de um coração.

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Fotografo de almas


Ele ali chegou sorrateiro, de olhar manso, porém profundo...

Como quem nada quer do meu coração tomou conta mergulhando em meu mar de sentimentos fazendo-me afogar em seu olhar que adentrava minha alma fotografando meus mais profundos desejos e a todos realizando, prendendo-me de vez em sua teia de amor, da qual nada fiz para libertar-me...

terça-feira, 24 de julho de 2018

A casa da minha infância

A velha casa com flores e árvore no jardim, com balanço no quintal, o muro de cimento salpicado que me arranhava as pequenas pernas quando na ponta dos pés lutava para me equilibrar a fim de apreciar os passantes na rua de paralelepípedos, as saúvas assassinas, capazes de devorar pés e tornozelos inteiros sem a menor piedade, que moravam em sua gigantesca toca encostada em um canto do muro, a vila do outro lado da rua dos grandes leões de pedra que margeavam a entrada, o bêbado do bar da esquina e mais uma infinidade de lembranças estavam bem ali vivas em minha memória como se congeladas no tempo o qual elas pertenceram. Tudo era real, até os cheiros estavam lá com as mesmas fragrâncias. 

Aí eu lembrei que cresci e fui olhar com os olhos de adulto e vi que a velha casa já não era mais a mesma. Cimentaram o jardim, o quintal que na minha memória era enorme, já cabe em apenas um lado do meu olhar, o muro virou grade, o bêbedo sumiu junto com o boteco e em seu lugar um grande prédio se ergueu. As formigas... para onde será que foram as minhas formigas? E os leões, meus vizinhos pomposos, os guardiões da vila, sumiram também. Tudo estava fisicamente diferente, mas minhas memórias ainda estavam do mesmo jeito, gravadas naquele lugar e em mim, com a mesma emoção e intensidade dos curtos e eternos oito felizes anos que ali vivi.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Por que

Por que sofrer pela dor sem causa?

Por que ficar presa nas amarras do passado e deixar as promessas do presente serem somente lembranças no futuro?

Por que perguntar o que é sabido não ter resposta?

Por que pular no abismo quando basta dar um passo atrás?

Por que ter prazer em sonhar e medo do sonho realizar?

Por que de tantos porquês sem respostas e ainda assim permaneces a perguntar? 
Por que? 

quarta-feira, 27 de maio de 2015

...

Nas águas que outrora disse com vigor que jamais beberia, hoje nelas me afogo e lavo meu
 pranto!

terça-feira, 24 de março de 2015

Enfrentando a hora de dizer adeus

É chegada a hora de ir... E agora? O que fazer? Sair fechar a porta sem olhar para trás, nem tão pouco para os lados? Ou parar, respirar, contemplar a tudo e a todos e dizer adeus?

Ele viveu cada instante de todas as emoções, chorou, riu, amou, não amou, desejou, desprezou, sentiu... mas seu ciclo chegou ao fim e ele teve que partir.

Hora difícil a da despedida, amarga pelo termino de uma etapa e doce pelo novo que atrelado está a todo fim.

Encarar o fim de frente, olha-lo nos olhos, bem no fundo é olhar para dentro do próprio eu que se recicla para um novo recomeço.





Bia Tannuri




domingo, 8 de março de 2015

Só por hoje

(Este poema foi feito inspirado no poema “Anônimos” da poeta Maria Rezende, a Maria da Poesia, e a ela o dedico com carinho.)


Só por hoje eu acordo

Só por hoje eu vivo

A cada minuto vejo e sinto coisas que serão passadas ao tempo findado que do seu túmulo chamais voltarão

Só por hoje sofro a dor que arde como ferida aberta com a energia que pulsa sua presença e que mais tarde será ferida seca e triste lembrança de uma agonia que outrora derreteram meu sorriso em lágrimas

Cada página tem sua história, seus segredos escondidos nas linhas que passeiam por ela e só a ela pertencem

Só por hoje eu vivo o hoje que brevemente será ontem e jamais voltará a ser o amanhã da esperança das vidas não vividas

Só por hoje quero teu frescor que acorda com a esperança do amanhã e o traz para força do viver de hoje